28 de agosto de 2016

Peixe que possui dentes semelhantes aos de humano ?





Algumas espécies de peixe, como o pacu possuem dentes muito parecidos com os humanos.O pacu é capaz de quebrar amêndoas (coquinhos), alimenta-se preferencialmente de frutas que caem na água. É um peixe onívoro e pode incluir em sua dieta vegetais, crustáceos e peixes.

Pacus são parentes das piranhas, e normalmente são encontrados em riachos da América do Sul. No entanto, algumas pequenas populações aparecem ocasionalmente em lagoas nos Estados Unidos e tocam o terror na população.Neste ano, uma onda de ataques incomuns foi registrada no lago Lou Yaeger, em Illinois (EUA). Um homem foi castrado por um pacu, e desde então famílias a procura de diversão aquática têm passado longe do local.



Em Pápua-Nova Guiné, a situação é ainda pior. No país que fica localizado ao norte da Austrália, esse peixe é conhecido pelo apelido de “arranca-bagos”. No ano passado, pacus foram responsáveis pela morte de pelo menos dois pescadores por lá. Os homens perderam muito sangue após os peixes terem atacado seus testículos.

Normalmente, pacus só comem frutas, insetos… e nozes. Talvez esteja aí a explicação. Vai ver esses peixes têm dentes ótimos, mas uma visão péssima. Por isso, quando você for nadar, não se esqueça de usar calção de banho, para a sua própria segurança.


Artêmias

 AS ARTEMIAS

As artemias são consideradas um dos mais completos alimentos para a aquariofilia, microcustáceo, rico em proteínas e sais minerais. São muito simples de serem cultivados e se alimentam de algas e micro-organismos.

Onde Comprar?
 Os ovos são facilmente encontrados em lojas do ramo de aquariofilia. Como foi dito anteriormente, eles são muito utilizados como alimento básico, tanto na fase de recém-nascidos, como em qualquer outra fase de vida.

Características
  Pequenas larvas após poucas horas de vida já são capazes de possuírem um impressionante teor nutritivo. Em qualquer fase de sua vida, a artemia não apresenta carapaça, como acontece em grande parte dos crustáceos.
 Esta característica faz com que elas sejam facilmente digeridas pelo alevino. Prestem bastante atenção com os cistos, você não sabe o que é cistos? Eles são os ovos e não podem ser oferecidos aos peixes juvenis ou aos alevinos de forma alguma, pois eles são cobertos de uma casca protetora que apesar de fina, são rejeitadas pelo sistema digestivo. Caso isso seja aconteça, o alevino pode morrer pôr obstrução digestiva.

Como Criar?
Primeiramente você deve ter um recipiente transparente de plástico ou vidro. Ele vai precisar ser muito bem lavado e em seguida você deve adicionar um litro de água sem cloro.
 Depois você deve colocar uma colher de sopa de sal grosso e misturar até que todo o sal tenha dissolvido. Você deve deixar a água em uma temperatura de 28 graus, após certificar que a temperatura está correta, você pode adicionar os cistos.
 Fique de olhos bem abertos para a proporção ideal na hora de adicionar, o aconselhável é que seja adicionado uma quantidade de cistos referente a meia colher de café pôr litro d’água.
 É totalmente indispensável que seja mantido uma forte areação no recipiente, isso deve fazer com que os cistos se movimentem na água. Se você mantiver esta areação e a temperatura da água correta, a eclosão certamente irá acontecer em no máximo 24 horas.
 Assim que a eclosão dos cistos acontecer, você deve rapidamente separar as cascas que ficam boiando, neste momento você deve suspender a areação. Você vai perceber que os recém-nascidos se separam das cascas e vão se concentrar onde exista uma maior incidência de luz.
 Para recolher os pequenos recém-nascidos, você pode utilizar uma peneira de preferência de pano. Você deve observar todos, os nauplius de artemias de cor laranja, certamente já podem ser oferecidos aos alevinos.
 Você deve tomar bastante cuidado com a quantidade oferecida, você deve evitar o excesso para prevenir a poluição do aquário e os riscos de doenças. Os outros nauplius que não forem servir de refeição naquele momento devem ser armazenados em lugar frio.

"Um agradecimento especial aos desenvolvedores do texto, Cristiano Chs e Denis Cetera, do Grupo Kinguios Passion"


17 de agosto de 2016

Testes de Aquário (Ph, nitrito, amônia, etc ) e sua importância !

Conjunto dos Testes para Aquários




Vamos lá ! Quando aprendemos um pouco mais sobre o nosso hobby, sabemos que nem sempre quando a água do nosso aquário está límpida e cristalina significa que nossos peixinhos estão em segurança. 

Para termos essa certeza, somente realizando os testes. 
Atualmente, encontramos conjuntos para a realização dos mesmos, destinados a nos orientar quanto a qualidade de água do nosso aquário. 
Se formos pesquisar mais à fundo, existem testes praticamente para quase tudo ! (oxigênio dissolvido, gás carbônico dissolvido, fosfato, cálcio, amônia, nitrito, nitrato, pH, potencial redox, condutividade e o que mais você imaginar que possa estar dissolvido na água e ser de alguma importância para o estado geral do aquário e dos peixes) !!!
Com vários fabricantes, temos desde os mais simples e fáceis, até os mais sofisticados.

Vou ter que comprar todos esses conjuntos de testes? 


Isso vai depender do tipo de aquarista que você quer se tornar, que tipo de aquário pretende ter e qual espécies de seres nele contida (peixes, plantas, moluscos, crustáceos, etc.). Se o seu aquário for de água salgada, por exemplo, você deverá ter sim um conjunto completo de testes para água salgada, visto que os organismos que vivem neste tipo de aquário apresentam exigências mais estritas, quanto à qualidade e composição da água que os similares que vivem em água doce.


 Podemos dizer a mesma coisa se sua ambição é montar um aquário plantado “SHOW” com a única exceção de que agora você precisa é de um conjunto de testes próprio para aquários plantados. 

De um modo geral, um aquarista iniciante (que possui somente um aquário de água doce despretensioso) costuma efetuar, regularmente, apenas três ou quatro testes. Ou seja, um teste de pH, um teste de amônia, um teste de nitrito e um teste para nitrato (este último especialmente importante no caso de peixes grandes – Aquarismo Jumbo – ou ciprinídeos de grande porte (kínguios e carpas) que devido ao grande volume corporal e conseqüente quantidade de resíduos nitrogenados que produzem e excretam necessitam maiores volumes de trocas parciais de água e o emprego de elementos filtrantes especiais ou filtros denitradores. 

Mas não se engane pelo visual ! Os testes são ferramentas importantes para comprovar que tudo está bem com o seu aquário, em especial, durante os primeiros meses de instalação e durante todo o seu processo de ciclagem. Durante esse período, as condições da água deverão ser monitoradas com regularidade. O teste de pH será realizado, pelo menos duas vezes por semana antes de cada troca de água para verificarmos se não houve variação no decorrer da semana e durante o procedimento de troca de água (para aferirmos as condições da água que será reposta no aquário), já os testes de amônia, nitritos e nitratos serão realizados apenas uma vez por semana (para conferir o andamento da instalação da filtração biológica, e , no caso do teste de nitrato para confirmar que o volume de água trocado por semana está adequado para a carga orgânica – quantidade de peixes – alojada no aquário). 

Alguns aquaristas durante a fase de maturação do aquário chegam a efetuar testes diários. Não considero esse um procedimento exagerado, visto que a monitoração diária das variações que ocorrem nas primeiras fases da montagem de um aquário nos ensina muito sobre o processo global. Decorridos uns seis meses, ou um pouco mais, com o aquário já estabilizado é possível relaxar um pouco e efetuar os testes de amônia, nitrito e nitrato, a cada 15 dias ou um mês de intervalo.


É importante também sempre ter os testes em mãos, pois à medida que você percebe algum comportamento diferente no peixe, uma das primeiras alternativas é com a verificação do teste saber o que está acontecendo. Uma variação de ph? A amônia subiu? Com os testes podemos ter a certeza e com isso realizar o procedimento correto em nosso aquário.

Ainda não possui algum teste ? Confira essa PROMOÇÃO da Loja Virtual Aquarismo Iniciante no site :  LOJA AQUARISMO INICIANTE

Veja o vídeo : 
Medindo a Amônia Tóxica
https://www.youtube.com/watch?v=2fF1JWb18HU

9 de agosto de 2016

Jogo rápido : Filtração química, biológica e mecânica!





Jogo rápido ! 

Etapas de Filtração
Necessitamos de filtração em nossos aquários porque apenas efetuar as trocas parciais de água, geralmente não basta para manter uma boa qualidade de água, especialmente quando nossos aquários são de pequeno volume ou estão superpovoados. Peixes, a exemplo de todas as outras formas vivas, se alimentam para permanecerem vivos, saudáveis, ativos e aptos ao crescimento e à reprodução. Alimento é o nome que damos a variadas combinações de nutrientes, que são as substâncias utilizadas na formação de todos os tecidos vivos, quer sejam estes animais ou vegetais, tendo, além disso, um papel imprescindível em todas as complexas reações químicas que compõem o fenômeno denominado vida.

Um alimento bem balanceado é composto por cinco classes de nutrientes: proteínas, gorduras (lipídeos), carboidratos (açúcares), vitaminas e sais minerais. Alguns nutricionistas incluem no rol dos alimentos também as fibras, muito embora estas não sejam digeridas (aqui também, como de resto em tudo na vida existem exceções. Certas espécies de “cascudos”, os xilófagos, se alimentam principalmente de fibras de celulose) e atuem apenas como um estimulador da atividade intestinal. Uma vez ingerido, o alimento é submetido ao processo digestório que tem a finalidade de decompor o alimento em seus componentes básicos para facilitar a sua assimilação.

Por mais eficientes que sejam esses processos de digestão e assimilação sempre sobram restos, não aproveitados, que formam o chamado bolo fecal, eliminado pelos intestinos. A parte assimilável, absorvida pela corrente sangüínea, segue para as células para nutrir, fornecer energia e manter todos os processos fisiológicos e metabólicos dos peixes. Estes processos também tem sua quota de resíduos, que são os compostos nitrogenados ou, mais propriamente, os excretas nitrogenados: amônia, creatina, creatinina, ureia e outros semelhantes.

A amônia (que é o gás amoníaco, cuja fórmula química é NH3) é um resíduo muito tóxico e também muito solúvel em água, consumindo uma grande quantidade deste líquido para ser excretada, devido a isso é a forma de excreção adotada pelos organismos aquáticos, os quais não têm problemas com a elevada demanda de água que o ato excretório requer, visto estarem submersos nela.

Assim sendo, temos dois tipos de produtos de excreção (sólido e líquido) que deveremos retirar de nossos aquários e para isso nos utilizamos da filtragem e da sifonagem. Quanto à sifonagem (que, basicamente é um processo de exportação, ou seja, retirada de sujeira do aquário) já dissemos alguma coisa lá atrás. E quanto à filtragem diremos que consiste em um processo de limpeza e depuração dos resíduos orgânicos, constituídos por restos de alimentos, fezes, folhas mortas, urina, etc., diluídos ou mantidos em suspensão na água do aquário.

Atenção aqui, por favor, queiram notar que a filtração ou filtragem só atua sobre as partículas de imundícies que estão suspensas, flutuando livremente na água e não naqueles dejetos, mais pesados, que se acumulam no fundo do aquário. Para a retirada destes, não existe nenhum equipamento que faça o servicinho sujo, então, qualquer que seja o seu aquário (água doce, salgada ou salobra) o melhor equipamento de limpeza à sua disposição, no presente momento, é:

Você mesmo! Sim, você!... O dono do aquário !!!!. E, você, dono do aquário vai limpá-lo, com o auxílio de um sifão, uma vez por semana, conforme descrito no tópico denominado manutenção! Ah, não tem tempo? To falando asneira? Existem controvérsias? Minhas condolências! Deus tenha piedade dos seus peixes!

Um fato deveras lamentável e que alguns lojistas fomentam, ainda hoje em dia, por desconhecimento ou sei lá que outro motivo? (acredito que é pelo fato de que esses peixes não primam lá pela beleza e de outra forma, fica um pouco difícil vendê-los) é a crença que existem peixes faxineiros cuja única e exclusiva função na vida é limpar o seu aquário.

Será que ainda existe alguém que acredita nessa estória da carochinha? Imaginem introduzir um Corydoras numseidasquantas*, em seu aquário para manter o cascalho limpo de restos de ração e demais sujidades. O peixe realmente se alimenta no fundo e vai consumir os restos deixados pelos outros peixes, mas também vai defecar e quem vai limpar essa nova sujeira? Outro peixe? !!!

Más, continuemos com a filtragem que podemos dividir em três tipos ou etapas básicas:

a) Filtração mecânica, efetuada por intermédio de qualquer material que funcione como uma tela ou peneira, retendo partículas de sujeira que estejam em suspensão na água do aquário. Utiliza-se para esse fim um elemento filtrante composto por lã acrílica (Perlon™), espuma de poliéster (esponja sintética) ou outros meios de características semelhantes. Esse elemento deve ser o primeiro a ser instalado no filtro, ou seja, a água deve passar primeiramente pelo elemento mecânico, que atuará retendo as partículas maiores de imundícies. Por esse motivo essa etapa de filtragem é também denominada pré-filtragem e a mídia também é conhecida como pré-filtro.

b) A filtração química refina ainda mais a filtragem mecânica retirando partículas muito pequenas de sujidades em dissolução, que escaparam a ação dos elementos filtrantes mecânicos. Por meio desta filtragem, através de fenômenos químicos como a adsorção e a catálise, removemos os odores (partículas de cheiro), pigmentos (partículas que conferem cor à água) e gases. São elementos filtrantes químicos o carvão ativado, os adsorventes de amônia (também conhecidos como zeólitos) e ainda outros. O objetivo destes dois tipos de filtragem é diminuir ao máximo possível, a carga de substâncias orgânicas em dissolução, antes que estas passem pelo processo de degradação promovido pelos organismos decompositores. Essa etapa é instada na sequência da etapa de pré-filtragem, ou seja, por ela vai passar a água já isenta das sujeiras de maior tamanho.

c) E finalmente, a menos compreendida e mais importante etapa de filtragem: A filtração biológica que transforma a urina dos peixes em compostos muito menos tóxicos e é levada a efeito por dois grupos de bactérias muito especiais denominadas: bactérias nitrificantes, as quais reduzem compostos orgânicos nitrogenados, como a amônia e o nitrito transformando-os em nitratos. Para tanto estas bactérias necessitam de uma superfície onde fixarem-se e boas quantidades de oxigênio, daí serem chamadas de bactérias aeróbias (só vivem na presença de oxigênio). A superfície de fixação (que podemos comparar a uma espécie de edifício de apartamentos para as bactérias morarem) pode ser qualquer material que apresente uma grande área de superfície onde as bactérias se agarrarão. Como exemplo deste tipo de mídia filtrante temos as cerâmicas (incluindo aqui o Siporax), os bio-balls, as esponjas, etc. Esta etapa recebe a água já limpa das sujeiras que estavam em suspensão e vai lidar apenas com as substâncias dissolvidas (amônia e nitrito).

* esse peixe não existe, trata-se de um nome científico fake usado aqui com sentido meramente ilustrativo.


Segue dica de vídeo do Canal Aquarismo Iniciante TPA e Sifonagem concluida ! MIDIAS de filtragem

Texto retirado do Site www.itaquera.com.br

Quantos peixes cabem no meu aquário ?



Super lotação ?!!?  Afinal, quantos peixes cabem no meu aquário? 


Existe uma vasta variedade de seres aquáticos pode ser mantidos, confinados indefinidamente, dentro de um aquário, tais como plantas, moluscos, crustáceos, vermes, alguns insetos e extensa relação de outros invertebrados, porém, os mais normalmente encontrados costumam ser os peixes. 


Um dos erros mais comuns e praticado por muitos novatos ( e até por não tão novatos assim) é comprar um número excessivo de peixes e colocá-los dentro de um aquário de dimensões minúsculas. Muitas vezes o próprio lojista só quer "empurrar" os peixes para se obter mais lucro, ou simplesmente  deixa o aquarista levar o que quiser por conta de sua euforia.... Porém, pra complicar um pouco mais, a maioria dos peixes ornamentais que encontramos à venda sem encontram na fase de alevinos/filhotes, ou seja, ainda são imaturos que ainda não atingiram seu desenvolvimento máximo. 
Por conta do não conhecimento queremos comprar vááários peixes, variedades de espécies, cores, tamanhos, formatos... para deixar o aquário mais "visto"... Ledo engano... Muito provavelmente o peixinho que vc adquiriu ( dependendo obviamente da espécie) ainda vai crescer alguma coisa... podendo simplesmente dobrar, triplicar seu tamanho !!  E está ai o maior problema ! A litragem do seu aquário não vai mudar a não ser que você troque ele.. entao teremos uma quantidade de peixes que seu aquário futuramente não suportará.

Então, nos devemos fazer uma pergunta básica :



Quantos peixes podem viver, com QUALIDADE DE VIDA, no meu aquário? 


Temos que lembrar sempre que existe uma grande diferença entre "viver com qualidade" e "suportar algo".  Quem mora em São Paulo provavelmente já foi na Rua 25 de Março, onde você anda esbarrando em várias pessoas, é aquele muvuco. É suportável ? Claro que é ! Mas imagina você 24 horas durante o resto da sua vida num local assim. Como você se sentiria? 
No aquário estamos lidando com seres vivos e cada espécie tem sua exigência, por isso é de extrema importância pesquisarmos antes de habitarmos nosso aquário ( mas atire a primeira pedra quem nunca fez isso...)

Assim as "regras" que nos permitem calcular a população que um determinado aquário comporta são, necessariamente, arbitrárias e devem ser encaradas como orientação e nunca levadas ao pé da letra.  Sempre que você tiver uma dúvida, se coloque no lugar  do seu peixinho! Lembrando que cada tipo de aquário (aquários plantados e aquários marinhos, por ex.) têm suas próprias regras para o cálculo da população ideal. 



Para uma estimativa do número de peixes que pode habitar “sem neuras”, um aquário de água doce (específico –ou seja, para uma só espécie – ou comunitário – para peixes de espécies diversas), usa-se uma regra empírica que corresponde a um cm de comprimento de um peixe tropical por litro de água (alguns autores tiram a cauda do peixe para efeito de cálculo, eu não tiro!). Más, essa regra é válida somente para peixes tropicais de até 10 cm de comprimento. Peixes com o comprimento de 10 cm ou mais apresentam, na média, o dobro do volume corporal dos peixes menores e, assim dobraremos o volume de água destinado a eles. 



Para peixes de 11 a 15 cm você já deve prever dois litros de água por cm de comprimento do peixe (para um peixe com 11 cm de comprimento total daremos 22 litros e para um peixe de 15 cm o volume disponível será de 40 litros), 



Peixes com comprimento entre 16 e 20 cm precisam de 4 litros por cm (ou seja, 64 e 80 litros) e assim sucessivamente. Mediante este raciocínio é muito fácil de perceber que um Oscar do pantanal (Astronotus crassipinnis) com 25 cm de comprimento total precisa de um volume de: 25 cm x 8 litros/cm = 200 litros.



Já para os peixes de água fria estes valores deverão ser dobrados (ou seja, um mínimo de dois litros de água por cm de comprimento de peixe) logo de início e para peixes até 5 cm. E daí, pelo menos, quatro litros para peixes com mais de 6 cm de comprimento, seis litros para peixes com 11 cm ou mais, oito litros para peixes entre 16 e 20 cm, dez litros para peixes acima de 21 cm e assim por diante.


Então um kínguio de 30 cm de comprimento deveria ter à disposição pelo menos 480 (30 x 16) litros de água. E isso, porque as espécies de água fria atingem grandes dimensões e seu volume corporal aumenta de modo correspondente, e para sermos coerentes, deveremos aumentar o volume de água destinado a cada peixe de maneira proporcional.



Pega um paulistinha (Danio rerio) adulto com 5 cm de comprimento total (corpo + cauda), agora pega um kínguio (Carassius auratus) também com 5 cm de comprimento total. Pela regra do 1 litro para cada cm, teremos que cada peixe merece 5 litros de água, correto?



ERRADO! Observe bem e verá que a massa corporal do kínguio é (claro, isso depende da variedade – raça - de kínguio escolhida), pelo menos, de seis a doze vezes a massa do paulistinha, então, se formos coerentes deveremos destinar de 6 a 12 vezes mais água para o kínguio! Agora, note bem, um paulistinha de 5 cm é um exemplar acima da média, geralmente eles não passam de 4,5 cm, enquanto que um kínguio de 5 cm é um filhotão que vai, na pior das hipóteses, crescer entre três e seis vezes este tamanho (isso também depende da variedade* de kínguio que estamos falando!)


No entanto, como escrito acima, são somente levados como orientações mínimas para seu discernimento e considerar o que é de bom senso  no seu aquário.

Daí você lê tudo isso e quer pagar pra ver... Tudo bem, sem problemas ! Cada um é o "Deus" de seu próprio aquário, mas fica a dica de que pode ser sim que você tenha sorte e passe por um bom período sem nenhum problema mais sério, mas, eventualmente, chegará a hora em que o sistema de filtração e as manutenções não terão mais condições de “segurar” a qualidade da água e a consequência será um surto de doenças atrás do outro.


Ou então, caso falte energia elétrica por algumas horas (situação nem um pouco rara por aqui) você perderá peixes que só estavam sobrevivendo devido ao funcionamento contínuo e ininterrupto dos aparelhos elétricos (a aeração proporcionada pelo filtro, neste caso). Um aquário bem montado (qualquer tipo de aquário, seja marinho, doce, plantado, ou o que for) deve ter a capacidade de manter seus peixes vivos, e em bom estado, mesmo com o equipamento de filtragem desligado por, pelo menos, 24 horas.

Para complementar esse "estudo" sobre a qualidade de vida dos nossos peixes, não deixe de assistir ao Vídeo Aquário Comunitário ! Os peixes vivem ou sobrevivem? com Felipe Galvão .

5 de agosto de 2016

História do Aquarismo

 Tudo começou há 4.000 anos ... 

Eram os faraós aquaristas? Disso não temos certeza. Mas podemos afirmar que entre pirâmides, sarcófagos e múmias, que hoje fazem a delícia dos arqueólogos, há indícios de que os egípcios tenham sido os primeiros humanos a ter essa idéia simples e genial: colocar peixes em grandes tanques de vidro. Estudiosos da astronomia e da matemática, decerto descobriram no aquarismo uma possibilidade relaxar a mente para melhor se concentrarem em prever a época das inundações do Nilo, fazer projetos de pirâmides e outros assuntos mais práticos. Por isso mesmo, criar peixes ficou, para eles, apenas para o nível de ornamentação ou, quem sabe, na área da gastronomia. Afinal, um tanque cheio de peixes não deixa de ser um estoque de alimento! 

Era uma vez, na Grécia 

Um filósofo, de nome Aristóteles, que se interessava por uma variedade enorme de assuntos. Escreveu sobre lógica, metafísica, retórica, política e ciências naturais. Passou anos e anos de sua vida estudando a estrutura, os hábitos e o crescimento de diversos animais. É claro que os peixes que, naquela época, circulavam pelo Egeu não poderiam escapar à sua observação. Ele descreveu nada menos que 115 espécies diferentes! Grande pensador, iniciava assim uma nova ciência, a ictiologia, palavra grega que significa estudo dos peixes. 



Estórias de Marco Polo 

O famoso viajante Italiano conta, nos relatos de suas viagens pelo Oriente, no século XIII, que os Chineses tinham o hábito de criar lindos peixes em tanques de vidro. Curiosos e possuidores de verdadeiro espírito científico, foram eles que, bem depois de Aristóteles, continuaram a estudar os peixes conseguindo realizar os primeiros cruzamentos seletivos, entre 970 e 1278. O que demonstra que o conceito de aquarismo, na China antiga, época da dinastia Sung, já era bem mais próximo do que temos hoje. Foi lá que se desenvolveu a criação do peixe dourado , ainda sem as enormes nadadeiras que hoje o caracterizam. Tudo isso Marco Polo escreveu em seu livro, para surpresa do mundo Ocidental. O que ele não ficou sabendo é que o Carassius auratus teria seu processo de seleção aperfeiçoado, mais tarde, pelos Japoneses que levaram a fama, popularizando-o como peixe-japonês. 

"CHU SHA YU P'U" 

Você não vai precisar aprender chinês, mas, como bom aquarista, é importante saber que essas quatro palavrinhas são o título responsável por um grande avanço na aquariofilia. Tradução: "Livro dos peixes vermelhos", escrito pelo chinês CHANG CHI' EN-TÊ. Essa foi a primeira obra publicada sobre técnicas de criação de peixes ornamentais. Reafirmando o espírito científico já demonstrado por seus antepassados, esse pesquisador quis compartilhar com o mundo suas descobertas. 

O que é taxonomia? 

É a ciência das leis de classificação científica. O que isso tem a ver com o peixe? Bem a taxomania ou sistemática, criada pelo naturalista sueco Linneu, permitiu que os peixes fossem classificados por gênero e espécie, facilitando seu estudo. O uso do latim nas classificações científicas visa a universalidade do nome. Em qualquer canto do mundo, independente da língua falada, você pode saber, por exemplo, que o substantivo genérico identifica o gênero, o adjetivo se refere à espécie e que o nome entre parênteses é o do classificador. Assim Hyphessobrycon rosaceus (Durbin) poderá ser compreendido, com a mesma facilidade, no Brasil ou na Alemanha. Graças à taxonomia, e a Linneu. 

Foi o constante vai e vem dos portugueses, na época das grandes Navegações, que acabou difundindo na Europa Ocidental, por volta do século XVI, o hábito de criar peixes ornamentais em globos de vidro. O aquarismo continuou se aperfeiçoando mas contava ainda com técnicas rudimentares. Lamparinas de querosene ou bicos de gás eram colocados sob os aquários, numa tentativa de aquecer os pobres peixinhos, na maioria acostumados a águas tropicais. Só no século XX, com a energia elétrica é que os aquários começaram a dar aos peixes todo o conforto que eles merecem. E aos aquaristas, a possibilidade de incrementar suas atividades. 

O aquarismo moderno 

Os norte-americanos colaboraram bastante, e ainda o fazem, no desenvolvimento desse hobby singular. William Thrton Innes é um nome que você não pode deixar de conhecer. Autor do Ëxotic Aquarium Fishes", um estudo da aquariologia relacionada a outras ciências, fundamental e interessantíssimo. E não foi só na área de publicações que os EUA contribuíram. Foi lá que apareceu a primeira Sociedade de Aquariofilia de Peixes tropicais, com o intuito de divulgar novas técnicas e pesquisas. "Know-how" americano à disposição dos interessados. Enquanto nos EUA as pesquisas avançam, na Europa surgiam os primeiros aquários públicos e as primeiras exposições de peixes, no Brasil essa atividade ainda era inédita. Só em 1922, na Exposição da Independência tivemos uma chance. Os japoneses exibiram seus belíssimos aquários, lembrando seus jardins típicos, com raros exemplares. Causaram impacto, despertando o interesse de muita gente. Começaram as primeiras criações particulares, ainda sem nenhum apoio. Só em 1934 um alemão radicado no Brasil fundou a primeira loja especializada em peixes ornamentais. Finalmente os brasileiros contaram com apoio para transformar o aquarismo em algo mais sólido. Desde então, o gosto pelos peixes tem se expandido de maneira espantosa e as possibilidades de criá-los também. Além dos pequenos exemplares de água doce você pode aventurar-se na criação de peixes maiores, inclusive de água salgada. Hoje, a infra-estrutura de apoio à atividade é enorme, as possibilidades infinitas. A região amazônica oferece exemplares únicos, de extraordinária beleza. Impossível de vê-los e não se apaixonar. Se tudo começou no Egito, há 4.000 anos, talvez para você o começo seja a irresistível poesia de um peixinho-japonês comprado na feira... 

Editora Três 
Vida no Aquário - Editora Três

2 de agosto de 2016

Obrigado !!


Obrigado à todos vocês da Família Aq.I.
Que possamos continuar essa caminhada juntos sempre à uma nova experiência, à uma nova dúvida e à uma nova aprendizagem !
E que nossa Família cresça cada dia mais como alevinos de Guppys !!!

Como montar o aquário



Vai montar um aquário? Sabe os procedimentos e passo a passo? Siga algumas dicas do Aq.I nessa nova fase !!!

1) O que temos que levar em consideração antes de iniciar a montagem?
Quando somos inexperientes, o erro que mais cometemos é de colocar mais peixes em nosso aquário do que ele tem condições de suportar. Quando estamos na loja e vemos aquela variedade de peixinhos lindos queremos todos e é quase impossível um iniciante não fazer isso mesmo... Alguns lojistas se preocupam e nos avisam, porém a grande maioria só quer vender e nos diz que "tudo cabe, tudo dá, e tudo ficará bem"... No entanto...descobrimos mais tarde o grande engano...
Sendo assim, quanto maior o volume/espaço do aquário, tanto melhor para nossos amigos aquáticos. 
Peixes, assim como eu e você, necessitam ingerir alimentos para obter as energias necessárias para a manutenção de seus processos vitais. Por mais eficientes que sejam a digestão e assimilação dos nutrientes contidos no alimento, sempre haverá ponderável volume de resíduos que deverão ser excretados. Tais dejetos se acumulam no interior do aquário, sendo submetidos a processos de degradação biológica  que ocasionam uma queda na qualidade da água e vários outros fatores que falaremos a seguir e em outros textos aqui no Blog.
Com o português correto e para um bom entendimento, os peixes urinam...defecam e exalam gás carbônico exatamente como eu e você ! E todos estes excrementos ficarão dentro do aquário prejudicando a qualidade da água até que seja a hora de fazer a limpeza.
Agora te pergunto :
Assumindo que você somente colocou meia dúzia de peixinhos de 5 cm de comprimento no aquário e que os alimenta com consciência e parcimônia, qual aquário vai estar em melhores condições decorrida uma semana da instalação: aquele de 15 litros ou aquele de 60? Um volume de água relativamente grande permite uma maior diluição dos produtos de excreção dos peixes, dando-nos tempo razoavelmente dilatado para efetuar as operações de manutenção sem prejuízos sérios para os animais. Para aquaristas iniciantes a recomendação é adquirir um aquário entre 40 e 80 litros de capacidade. Por favor, atente para o fato que muito embora quarenta litros de água seja uma quantidade muito grande para se beber, É quantidade muito pequena para se viver o resto da vida! 

2) E agora? Onde colocar o aquário?

Assim que for escolhido o local onde o aquário será instalado, o próximo passo é verificar em qual movel/suporte/mesa/etc será colocado. Após a escolha, verificar a sua resistência ( se realmente aquele local suportará o tamanho do peso que o aquário ficará.
Este local deverá estar perfeitamente nivelado, para que sejam evitados futuros acidentes, como vazamentos ou ruptura dos vidros. Normalmente temos esse problema quando o suporte foi mal dimensionado para o peso ou fora de nível. Se possível, é conveniente que a base de suporte  tenha sido construída especificamente para esta finalidade.
No Brasil, devido ao preço e facilidade de confecção, a maioria dos aquários é feita de vidro, que é um material relativamente pesado (seu constituinte principal é areia e seu peso específico é perto de 2,5 gramas por cm3, ou seja, um metro quadrado de vidro com 10 mm de espessura pesa perto de 25 Kg). 
A água pesa um quilo para cada litro (1 grama por cm3) e o cascalho (que também é areia, só que mais grossa) pesa um pouquinho mais (1,37 gramas por cm3). Claro que a quantidade de cascalho vai depender do gosto estético de cada aquarista, mas, de maneira geral, aspessoas costumam colocar uma camada com espessura variável por volta de 4 e 5 cm, o que nos dá entre 54,5 a 68,5 kg para cada m2 de área de aquário. Um aquário medindo 150 cm de comprimento por 50 cm de largura e com 60 cm de altura pesa: 78 Quilos e 750 gramas só de vidro. Seu volume interno é de 450 litros e assumindo-se uma camada de cascalho com 5 cm de espessura, somaremos mais 50 Kg só de pedrinhas o que perfaz até agora uns 560 Kg (ou um pouco mais de meia tonelada). 
Até agora não levamos em consideração o peso adicional da decoração, e mesmo sabendo que para cada objeto colocado dentro do aquário um volume correspondente de água terá que sair, o peso deste hipotético aquário poderia passar tranquilamente dos 600 Kg.
Lembrando também que aquários perto de janelas ocorre o surgimento de algas, devido a claridade, então escolha um local onde há cortinas ou que não tenha tantos raios solares.

3) Eba !!! Vamos montar..começa o frio na barriga !!!

Antes de tudo devemos verificar se temos todos os materiais necessários para o Projeto :]
- Um aquário simples, porém bem montado ( no quesito de suporte e local);
- Um sistema de filtragem ( interno, externo-hang on, canister, sump, etc) para manter a água limpa e oxigenada;
-Uma fonte de aquecimento ( aquecedor ou termostato - lembrando do termômetro para verificar sempre a temperatura ideal)
-Um eficiente sistema de iluminação, adequado ao tipo de montagem de aquário escolhida;
-E por fim os complementos (substrato, rochas, troncos e demais objetos decorativos) que apesar de não contribuir, de modo direto, para manutenção da qualidade da água tem algum valor estético e um grande efeito psicológico sobre os peixes evitando ou diminuindo boa parte do estresse ao qual os animais confinados costumam estarem sujeitos.
Antes de proceder à montagem do aquário devemos fazer uma boa limpeza em todos os componentes e acessórios. Lave bem o aquário somente com água e o auxílio de uma esponja de limpeza.Lave também o cascalho em água corrente até que esta escorra límpida. Qualquer objeto ou adorno (desde que adequado e seguro para uso em aquário) que pretenda introduzir também deverá ser bem lavado, somente em água corrente, algumas pessoas fervem os acessórios para uma limpeza mais "eficiente".  “NUNCA UTILIZE SABÃO, DETERGENTES ou OUTROS PRODUTOS PARA LIMPEZA”.

Coloque o aquário em seu suporte. Agora coloque o substrato selecionado (cascalho ou areia grossa, etc.), que servirá de substrato (ou meio de retenção para as plantas naturais ou artificiais), formando um desnível da parede traseira para a parede frontal do aquário. Esse declive auxilia no efeito estético da montagem. 

Complete a decoração, dispondo as rochas, enfeites, plantas plásticas (as plantas naturais serão mais facilmente plantadas com o aquário cheio pela metade), e o que mais desejar, dando seu toque pessoal. Instale o equipamento elétrico que funciona em contato com a água, ou seja, o filtro externo motorizado e o aquecedor, mas sem ligá-los na tomada. 

Existe outra variante desta montagem que utiliza um Filtro Biológico de Fundo (FBF) como filtro principal associado a um segundo sistema de filtragem (filtro interno ou externo) como filtragem auxiliar. Caso você opte por montar um FBF, lembre-se que este deverá ser colocado antes da introdução do cascalho (o qual será espalhado uniformemente por cima das placas do FBF em uma espessura nunca menor que 5 cm). O cascalho selecionado para esse tipo de montagem deverá ser o cascalho de granulometria média. Cascalho fino ou areia não devem ser utilizados, pois escorrem pelas frestas das placas do FBF, causando entupimento do espaço existente por debaixo das placas (plenum),  impedindo a circulação da água e consequêntemente o funcionamento do sistema. 
Muitas pessoas usam água mineral para encher e fazer as trocas de água do aquário. Isso não é necessário (e nos casos daquelas águas minerais com alto teor mineral, até perigoso). A melhor água para usar em seu aquário é aquela que se encontra mais “à mão”, ou seja, a água de torneira mesmo. Porém ela deverá ser tratada antes de ser empregada, estando isenta de cloro e com o pH e a temperatura ajustados. Para eliminar o cloro e ajustar a “química” da água de acordo com as necessidades particulares de seus peixes existem diversas marcas de condicionadores. Quando em dúvida não hesite em consultar um lojista de sua confiança.

Coloque as tampas de vidro e instale o sistema de iluminação (calha, luminária, spots, tampa de móvel, etc.). Quanto à iluminação, convém lembrar que as plantas vivas necessitam de um mínimo de 0,5 Watt de potência luminosa, por litro de água do aquário. Ou seja, se você tem um aquário de 120 litros de volume, a quantidade mínima de lâmpadas indicada é de duas lâmpadas de 30 Watts. Isso é claro, para aquários de montagem tradicional porque para os aquários plantados (tipo Nature Aquarium™, Aquário Holandês ou Jardins Aquáticos) a quantidade mínima de luz equivaleria a 1 W/Litro.

4) Pronto? Terminou ?? Ainda Não!

  Após todos os equipamentos instalados e ligados, o aquário deverá passar por um período de maturação não inferior a três dias, sendo aconselhável esperar de uma ou duas semanas ou, caso você seja uma pessoa paciente e consciente, ainda mais tempo. Isso porque mesmo que você tenha utilizado produtos recomendados para acelerar a maturação biológica de seu aquário, demanda certo tempo (variável segundo as condições de seu aquário e ao tipo de produto empregado) para que estes produtos atinjam sua mais alta eficiência. 
Durante este período, todo o equipamento instalado no aquário deverá funcionar ininterruptamente (24 horas por dia) e as lâmpadas deverão ser acesas pelo período recomendado (especialmente se você utilizar plantas naturais, ou seja, vivas), porém o aquário deverá ficar desabitado. ‍Enquanto espera que a maturação biológica de seu aquário se processe, torne um hábito verificar diariamente o funcionamento da aparelhagem instalada no aquário. Aproveite para ajustar a temperatura para a faixa requerida pelas espécies que você pretende manter. Para os peixes tropicais a temperatura não deverá ser inferior a 24 graus Celsius. No caso dos peixes de água fria (kínguios e carpas) a temperatura mais indicada fica abaixo dos 24 graus.
Vamos supor que tenham se passado duas semanas desde que você montou o seu aquário. Em teoria o processo de instalação da “biologia” (basicamente a instalação de colônias de bactérias nitrificantes nos elementos filtrantes do seu sistema de filtragem) já se encontram adiantados. Mas, como ter certeza que é seguro introduzir os peixes? É aqui que entram os testes de água. Você vai precisar de, pelo menos, um conjunto para teste de pH, um conjunto para verificar os níveis de amônia e de um “kit” para testar o nitrito da água de seu aquário. ‍\O/  Uhuuu!!!!

 Os testes dizem que está tudo certo com seu aquário (pH indicado para as espécies que você pretende introduzir, níveis de amônia e nitritos zerados, temperatura correta e estável, água cristalina). Desculpe te jogar um balde água fria, mas isso vai mudar depois que você introduzir os peixes. Porém é normal e faz parte do jogo. Por enquanto o que interessa é que podemos povoar o aquário. Mas para isso vamos nos utilizar de um procedimento denominado: ACLIMATAÇÃO. 

Para uma introdução, relativamente, pouco traumática, dos peixes ao seu novo lar siga este procedimento:

a - Deixe o saco plástico, contendo os animais, flutuando no aquário por aproximadamente 15 minutos, abrindo-o a seguir e enrolando  a boca do saco, varias vezes sobre si mesma, formando um  flutuador, de modo que o saco fique boiando na água do aquário como se fosse uma piscina flutuante. 

b - Deixe o saco flutuando com a boca aberta voltada para cima e vá despejando, em intervalos de um a dois minutos, mais ou menos, a metade de um copinho descartável (destes para café), de água do aquário no saco plástico, até dobrar o volume de água em seu interior. O processo todo demandará, perto de 30 a 40 minutos e servirá para aclimatar os peixes à água de seu novo ambiente. 

c - A seguir, retire os peixes do saco plástico, utilizando-se de uma pequena rede, e transfira-os para o aquário, descartando a água contida no saco. Os peixes recém-chegados passam por um período de adaptação, mais ou menos prolongado, ao novo aquário, estando sujeitos durante este período a um estresse adaptativo, que os predispõem a contrair doenças. 
A manutenção consiste na retirada da sujeira que você acumulou no seu aquário no decorrer da semana ao alimentar seus peixes, e deverá ser feita uma vez por semana (todas as semanas e pelo resto de sua vida ou enquanto você insistir em ter peixes!). O pessoal costuma chamar esse procedimento de TPA (Troca Parcial de Água), mas a coisa é um pouquinho mais complexa como podemos verificar logo aqui embaixo! 

Antes de qualquer coisa, desligue todo o equipamento elétrico que esteja em contato com a água... afinal de contas: água e eletricidade não combinam, não é mesmo? É uma providência simples, mas importante, visto que um bom número de aquários já foi danificado por aquecedores (inadvertidamente esquecidos ligados) que ficaram fora da água durante os procedimentos de troca de água. Retire a tampa ou luminária (caso esta atrapalhe o livre acesso ao interior do aquário)

Iniciaremos pela limpeza dos vidros. Isso é necessário porque com o passar dos dias, essas paredes vão sendo recobertas por uma capa, composta principalmente, de zoogléia (mucilagem bacteriana) e algas, que acabam por prejudicar a transparência do vidro e, portanto, a visibilidade do ambiente aquático. Com o auxílio de um limpador apropriado, faremos a limpeza dos vidros, devagar e com cuidado para não assustarmos os peixes nem fazermos a água transbordar. Pode ser necessário baixar um pouquinho o nível de água para facilitar essa operação. Cuidado com as partículas de substrato (areia ou pedacinhos de cascalho) que podem ficar aderidas ao limpador e riscar os vidros!  Terminada essa limpeza, aguardaremos alguns minutos (uns 10 a 15), para que a sujeira assente no fundo do aquário. Enquanto esperamos, será conveniente tornar a ligar o equipamento do aquário. Pronto a sujeira já sedimentou (acumulou no fundo), novamente desligaremos o equipamento elétrico e, agora sim, procederemos à limpeza do cascalho e a troca de água.

Para tal, vamos nos utilizar de um sifão (dispositivo composto por uma mangueira dotada de um bocal plástico, encontrado na maioria das boas lojas de aquários) e faremos uma aspiração da maior quantidade possível de dejetos, que estiverem retidos entre os grãos do cascalho, aproveitando para trocar aproximadamente 30% da água do aquário nesta ocasião. Lembre-se que a maior parte daquilo que acumula no fundo do aquário é constituído por fezes de peixes. Essa operação de aspiração da sujeira mediante a ação do sifão é denominada: SIFONAGEM.

A sifonagem deverá ser efetuada, de modo a controlar a saída da água, permitindo a retirada do máximo de sujeira, e o mínimo de água. O melhor método consiste em pressionar verticalmente o bocal do sifão, enterrando-o no cascalho até percebermos que o bocal encostou no vidro do fundo do aquário, dai afastamos o bocal uns milímetros do vidro para permitir a passagem da água e da sujeira e, a seguir, controlar a saída da água, tampando e destampando, alternadamente, a ponta de saída da mangueira com o auxílio do dedo polegar. 

A sujeira irá saindo aos poucos (aos soquinhos), de maneira controlada, de modo a economizar água. O substrato (cascalho ou areia) também será aspirado, porém não chegará nem à metade do comprimento do bocal, visto que estaremos controlando a passagem da água com o polegar. Se o substrato for de granulometria média, o efeito geral lembrará muito as pipocas saltando no mostruário de um carrinho de pipocas, com as partículas de cascalho subindo e descendo no interior do bocal do sifão. Quando começar a sair água limpa, feche a saída da mangueira (com o dedo polegar) e mude a posição do bocal do sifão, enterrando-o nas proximidades do local já limpo, repetindo o procedimento descrito acima. Lembre-se a idéia é tirar a sujeira acumulada e não apenas a água, e que devemos respeitar o limite de um terço do volume do aquário. Isso porque os peixes não suportam mudanças muito drásticas nas condições da água, correto?

Caso já tenha gasto os 30% da água e não tenha sido possível limpar todo o fundo do aquário, não tem problema, complete o volume do aquário com água nova condicionada (com a mesma temperatura, mesmo valor de pH e sem cloro) e dê um tempo (um ou dois dias de descanso), efetuando novamente a operação a partir do ponto em que havia parado anteriormente.

Se o aquário for velho e repleto de esterco acumulado, vá repetindo o procedimento descrito (sempre com uma pausa de um ou dois dias entre uma sifonagem e a seguinte) até que o cascalho fique suficientemente limpo e a partir dai adote o regime de uma sifonagem por semana. Nossa meta será manter um baixo índice de sujeira, controlando, desta maneira, as bactérias prejudiciais e evitando o entupimento da cama de cascalho. Não é necessário desmontar a decoração para fazer a sifonagem, basta sifonar a superfície livre do cascalho. Somente mexa na decoração caso esta esteja muito suja e coberta de algas e isso, por acaso, o incomode e, neste caso sim, limpe o cascalho do local onde o objeto estava antes de recolocá-lo.

Efetuada a sifonagem, limpe o filtro e lave os elementos filtrantes (sempre em água retirada do aquário. NUNCA em água de torneira) substituindo os elementos que se encontrem em mau estado ou estejam esgotados (carvão ativado, removedor de amônia, resinas adsorventes, etc.). Nunca troque o elemento de filtragem biológica (cerâmica, Siporax™, Bio-balls, esponja, etc.) todo de uma vez, sob pena de perder a capacidade de depuração biológica, mas mantenha-o limpo, lavando em água retirada do próprio aquário para não prejudicar as bactérias úteis. Aproveite e faça a poda das plantas que porventura tenham crescido demasiadamente.

Importante: - Qualquer peixe ou planta que eventualmente venham a morrer deverão ser imediatamente retirados. Afinal não queremos sobrecarregar desnecessariamente nosso filtro, certo? Não permita que os outros peixes comam o companheiro morto, pois, muitas doenças se propagam desta forma. 
‍A água de reposição também será tirada da torneira, mas deverá ser condicionada antes do uso. Ou seja, a água que está saindo do aquário, apesar de suja, está quentinha, possui um determinado valor de pH e, em alguns casos, contém certa quantidade de sal dissolvido (caso dos aquários marinhos, aquários de água salobra ou você tenha colocado sal por que ouviu dizer que era bom – nem sempre é!). Então, a água nova que será usada para completar o nível do aquário deverá ter o mesmo valor de pH, a mesma temperatura e, se for o caso, a mesma quantidade de sal (salinidade ou densidade). Assim evitamos os principais problemas relacionados às trocas de água. 
Agora, só ser feliz e aproveitar o aqua! Não se esqueça da manutenção para que a qualidade de vida dos seus peixes sejam sempre a melhor possível!!

Como deve ser a alimentação de nossos peixes ornamentais? Se queremos nossos peixes saudáveis e com uma grande expectativa de vida...